A atividade física regular traz inúmeros benefícios para a nutrição e para a saúde de indivíduos idosos.
Com o aumento da energia requerida para a prática de exercícios físicos, há um conseqüente aumento na ingestão de alimentos, o que proporciona um melhor estado nutricional pelo maior consumo de calorias, proteínas, vitaminas e minerais.

No que diz respeito à saúde cardiovascular e ao sistema respiratório, sabemos que a utilidade do exercício é observada no aumento da força dos músculos cardiovasculares e respiratórios, além da alteração positiva da composição corporal e dos níveis de lipoproteínas no sangue.

Os exercícios aquáticos são apropriados para idosos com osteoartrite ou em recuperação de doenças nos músculos ou articulações.
O comitê de exercícios e reabilitação cardiovascular da associação americana do coração confirma a idéia de que mesmo exercícios de baixa intensidade como caminhada, dança, bicicleta, se praticados diariamente, podem gerar benefícios a longo prazo, diminuindo os riscos de doença cardiovascular. A diminuição das taxas de gordura corporal, atingida com a contribuição dos exercícios freqüentes, também é fator importante associado à diminuição dos riscos cardiovasculares.

As alterações metabólicas, como o aumento do glicogênio muscular, uma conseqüente maior sensibilidade dos tecidos à ação da insulina, e uma melhora da habilidade de se metabolizar a glicose do sangue, são outros benefícios associados à prática esportiva em pessoas idosas.
É observado um aumento da força muscular, o que gera uma melhor habilidade para se continuar com as atividades diárias, como cuidar da casa e maior independência, e um aumento da densidade óssea, o que diminui os riscos de fraturas nas quedas.

Mesmo que moderado, o exercício freqüente melhora a condição cardiovascular e diminui a fadiga. Um senhor de 70 anos, com o exercício constante, pode chegar a uma capacidade aeróbica semelhante a um indivíduo sedentário de 30 anos de idade. No entanto, nenhum programa de exercício deve ser iniciado sem avaliação e supervisão médica.

O indivíduo deve gostar e estar seguro quanto ao exercício que irá praticar. O tipo de esporte a ser praticado deve ser cuidadosamente selecionado para que seja adequado às condições de saúde e sociais do idoso, para evitar o abandono da prática esportiva.

Além de todas essas condições de saúde, o exercício físico libera na corrente sangüínea substâncias chamadas endorfinas, responsáveis por uma sensação de bem estar geral. Vários estudos, como o de Duke University Medical Center, Washington, EUA, 2000, descrevem efeitos benéficos da prática esportiva no combate à depressão, comparando-os até com o efeito de alguns medicamentos antidepressivos.

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