Apesar de apenas recentemente ouvirmos falar sobre esta semente, ela foi descoberta há centenas de anos em terras colombianas e mexicanas, cuja composição nutricional e seus respectivos benefícios para a saúde já são, desde aquela época, conhecidos.

Por séculos os nativos das Américas usaram a semente da chia como alimento básico. Os soldados astecas subsistiram com a chia durante suas batalhas e expedições. Os nativos do sudoeste comiam somente uma colher de chá para uma marcha de 24 horas, iam do Rio Colorado ao Oceano Pacífico, para negociar turquesas por conchas marinhas.

Os estudos comprovam que essa semente é muito benéfica ao organismo, devido à sua grande concentração de nutrientes. Ela pode auxiliar no emagrecimento, pois promove a saciedade, ou seja, você fica satisfeito mais rápido e, então, passa a consumir porções menores de alimentos. Isso acontece devido às suas sementes serem ricas em fibras (3,4g de fibras em 2 e ½ colheres de sopa de chia).

A fibra solúvel encontrada na semente tem a habilidade de absorver mais de 12 vezes seu peso de água. Esta habilidade de segurar água pode prolongar a hidratação e retenção de eletrólitos em fluidos do corpo, especialmente durante esforços, mantendo um bom balanço de fluidos para ajudar as funções celulares.

O gel criado devido à fibra solúvel quando ingerido, tende a fazer uma digestão mais lenta, mantendo os níveis de açúcar no sangue estáveis, o que é importante para a prevenção e controle de diabetes e para a regulação do trânsito intestinal.

A chia também é rica em substâncias antioxidantes que ajudam no combate ao envelhecimento, na eliminação das toxinas do nosso organismo e na redução do colesterol ruim, por reduzir a sua oxidação no sangue. Além de ser a maior fonte de ômega 3 que existe hoje no mercado, com uma concentração maior que a da linhaça, como mostra a tabela. O ômega 3 é responsável por combater diversos fatores de risco para doenças, principalmente as cardiovasculares.

A gordura corporal pode ser conseqüência de um processo inflamatório do organismo, que deixa de enviar mensagens de saciedade ao cérebro. O ômega 3 presente no grão também combate essa inflamação, ajudando o corpo a recuperar o controle sobre o apetite.

Considerada uma completa fonte de proteínas, apresenta todos os aminoácidos essenciais. Comparada com outras sementes, a de chia provê a mais alta quantidade de proteínas; entre 19 e 23% do seu peso é proteína; mais rica se comparada com outras sementes como o trigo (14%), milho (14%), arroz (8,5%), aveia (15,3%), cevada (9,2%) e amaranto (14,8%). Também é rica em minerais como potássio, magnésio e cálcio, mostrado na tabela.

O grão pode ser consumido com frutas, sucos, vitaminas, ou ainda em receitas de bolos, pães e farofas.

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